| ||
|
sexta-feira, 7 de junho de 2013
"Minha experiência leitora começou no voar das borboletas"
Leitura e Escrita
A leitura sempre fez parte da minha vida. Não me lembro de incentivos, nem de estantes recheadas de livros. Acredito que o gosto pela leitura é algo nato em mim. É claro que minha mãe me dava sugestões e todos os dias eu acompanhava a leitura de jornais feita pelo meu pai. Até hoje cultivo os dois hábitos : a leitura de livros, revistas e gosto muito do noticiário diário de um bom jornal. Gosto de ler quase tudo pois um bom livro nos proporciona inúmeras riquezas: trabalha o cérebro,aumenta nosso vocabulário, sem falar nas "viagens" que ele nos proporciona. Como mencionou um dos entrevistados, Newton Mesquita: " ir a outros países,conhecer outras civilizações...." Tudo isso é muito importante e muito prazeroso! Quantas vezes senti um vazio ao terminar a leitura de um livro! Em outras, quando percebia que estava por terminá-lo, lia-o bem devagar para adiar seu final.... Sem falar nos poetas "que existem para falar sobre a dor do ressentimento..." como bem lembrou a psicanalista Anna Verônica Mautner. Embora não seja leitora assídua de poemas, reconheço sua riqueza e seu valor. Por tudo isso é que vejo a importância do meu papel em sala de aula. Ano após ano venho armando estratégias de leitura para meus alunos pois vejo que a cada dia as famílias vêm perdendo esse hábito e cabe a nós, professores, oferecer e mencionar boas leituras. Semanalmente eu leio para eles e é uma atividade da qual eles gostam muito! Também costumo levar, além dos paradidáticos, revistas da minha casa e gibis. De algum deles eles acabam gostando. Mas até agora, o uso da Internet nas minhas aulas, foi para atividades lúdicas como fazer exercícios de ortografia e joguinhos tendo como conteúdo a gramática vista em sala de aula. Será bem interessante acrescenta-lhes a leitura e escrita como está sendo proposto neste curso. Portanto, estou ansiosa por novidades....
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Sequência Didática
Literatura na escola - 8º ano: conto de Clarice Lispector
Introdução
Estimular a Literatura é um desafio para qualquer educador, desse modo resgatar o íntimo do ser humano é o caminho para que isso se estabeleça, nada melhor do que Clarice Lispector para aguçar a subjetividade , as certezas e incertezas que uma criança e principalmente um adolecente venham viver.
Estimular a Literatura é um desafio para qualquer educador, desse modo resgatar o íntimo do ser humano é o caminho para que isso se estabeleça, nada melhor do que Clarice Lispector para aguçar a subjetividade , as certezas e incertezas que uma criança e principalmente um adolecente venham viver.
Objetivos
Estimular o gosto pela leitura;
Desenvolver a competência leitora;
Desenvolver a sensibilidade estética, a imaginação, a criatividade e o senso crítico;
Estabelecer relações entre o lido, o vivido ou o conhecido (conhecimento de mundo);
Explorar a diferença entre o ponto de vista de um narrador em 3ª pessoa e o ponto de vista das personagens da trama narrativa;
Perceber a importância da Forma literária.
Conteúdos
Sentido literal e sentido figurado;
Paráfrase, hipótese, análise e interpretação;
Ponto de vista (ou foco) narrativo;
Forma literária.
Tempo estimado
Cinco aulas
Ano
8º ano
Material necessárioLivro Laços de família. Clarice Lispector. Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1990.
Se possível, um computador conectado à internet.
Desenvolvimento
1ª aula: sondagem oral
Pergunte aos alunos se eles já ouviram falar da escritora Clarice Lispector e se conhecem alguma obra por ela publicada. Conte a eles sua interessante biografia.
Estimular o gosto pela leitura;
Desenvolver a competência leitora;
Desenvolver a sensibilidade estética, a imaginação, a criatividade e o senso crítico;
Estabelecer relações entre o lido, o vivido ou o conhecido (conhecimento de mundo);
Explorar a diferença entre o ponto de vista de um narrador em 3ª pessoa e o ponto de vista das personagens da trama narrativa;
Perceber a importância da Forma literária.
Conteúdos
Sentido literal e sentido figurado;
Paráfrase, hipótese, análise e interpretação;
Ponto de vista (ou foco) narrativo;
Forma literária.
Tempo estimado
Cinco aulas
Ano
8º ano
Material necessárioLivro Laços de família. Clarice Lispector. Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1990.
Se possível, um computador conectado à internet.
Desenvolvimento
1ª aula: sondagem oral
Pergunte aos alunos se eles já ouviram falar da escritora Clarice Lispector e se conhecem alguma obra por ela publicada. Conte a eles sua interessante biografia.
Clarice Lispector - Biografia
Quando seus pais viajavam para o Brasil, como imigrantes vindos da Ucrânia, Clarice Lispector nasceu a bordo de um navio. Chegou a Maceió com dois meses de idade, com seus pais e duas irmãs. Em 1924 a família mudou-se para Recife, e Clarice passou a frequentar o grupo escolar João Barbalho. Aos oito anos, perdeu a mãe. Três anos depois, transferiu-se com seu pai e suas irmãs para o Rio de Janeiro.Em 1939, Clarice Lispector ingressou na faculdade de Direito, formando-se em 1943. Trabalhou como redatora para a Agência Nacional e como jornalista no jornal "A Noite". Casou-se em 1943 com o diplomata Maury Gurgel Valente, com quem viveria muitos anos fora do Brasil. O casal teve dois filhos, Pedro e Paulo, este último afilhado do escritor Érico Veríssimo.
Seu primeiro romance foi publicado em 1944, "Perto do Coração Selvagem". No ano seguinte, a escritora ganhou o Prêmio Graça Aranha, da Academia Brasileira de Letras. Dois anos depois, publicou "O Lustre".
Em 1954 saiu a primeira edição francesa de "Perto do Coração Selvagem", com capa ilustrada por Henri Matisse. Em 1956, Clarice Lispector escreveu o romance "A Maçã no Escuro" e começou a colaborar com a Revista Senhor, publicando contos.
Separada de seu marido, radicou-se no Rio de Janeiro. Em 1960 publicou seu primeiro livro de contos, "Laços de Família", seguido de "A Legião Estrangeira" e de "A Paixão Segundo G. H.", considerado um marco na literatura brasileira.
Em 1967 Clarice Lispector feriu-se gravemente num incêndio em sua casa, provocado por um cigarro. Sua carreira literária prosseguiu com os contos infantis de "A Mulher que matou os Peixes", "Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres" e "Felicidade Clandestina".
Nos anos 1970 Clarice Lispector ainda publicou "Água Viva", "A Imitação da Rosa", "Via Crucis do Corpo" e "Onde Estivestes de Noite?". Reconhecida pelo público e pela crítica, em 1976 recebeu o prêmio da Fundação Cultural do Distrito Federal, pelo conjunto de sua obra.
No ano seguinte publicou "A Hora da Estrela", seu ultimo romance, que foi adaptado para o cinema, em 1985.
Clarice Lispector morreu de câncer, na véspera de seu aniversário de 57 anos.
Fonte: http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u592.jhtm
2ª aula: leitura compartilhada do conto "Uma galinha"
Leia com a turma o conto "Uma galinha" e em seguida recolha as impressões gerais. Peça aos alunos que formulem hipóteses: Por que, afinal, a família desistiu de comer a galinha? E por que, tempos depois, eles decidem comê-la? Em discussão coletiva, escolha com a turma as duas hipóteses que lhes parecerem mais pertinentes.
ATENÇÃO: Ainda que você, professor, perceba que as hipóteses escolhidas pela turma são frágeis, não tente direcionar a discussão. As hipóteses, equivocadas ou não, servem como ponto de partida para uma análise minuciosa. Deixe que o próprio texto confirme ou desminta as hipóteses de seus alunos, como veremos a seguir.
3ª e 4ª aulas: análise literária
Em aula expositiva dialogada, analise o conto "Uma galinha" seguindo os procedimentos descritos abaixo.
Análise do conto "Uma galinha"
1) Paráfrase
A paráfrase é a primeira parte da análise. Ela corresponde à questão "o que fala o texto?". É um resumo do enredo, um "contar história com as suas próprias palavras", por isso deve ser curta e objetiva, deve resumir-se apenas ao essencial. Peça aos seus alunos que contem a história do conto como se um colega, que não leu, lhes tivesse pedido um resumo.
Exemplo
O conto "Uma galinha" conta a história de uma família que escolhe uma galinha para o almoço de domingo. Inesperadamente, a galinha foge e tem de ser perseguida pelos telhados da vizinhança. Depois de capturada, bota um ovo e a família desiste de comê-la. Passado um tempo, a galinha acaba por virar almoço.
2) Questão norteadora / Hipótese interpretativa Quando começamos a analisar um texto de ficção, estamos buscando elementos para interpretá-lo. Ao mesmo tempo, desde o início, temos em mente uma idéia do que o conto significa, uma hipótese interpretativa ou um elemento que nos deixou intrigados. É importante formular questões para a obra literária, mas só são pertinentes as perguntas que nos ajudem a entender a obra em sua totalidade. Quer dizer, perguntar por que o pai colocou um calção de banho para subir no telhado de pouco serviria para entendermos o conto. As questões norteadoras fundamentais para a compreensão da narrativa de Clarice Lispector foram lançadas na aula anterior, e devolvidas em forma de hipóteses interpretativas.
Exemplos de questões norteadoras
Por que, afinal, a família desistiu de comer a galinha? E por que, tempos depois, eles decidem comê-la?Exemplo de hipóteses interpretativas: A família desistiu de comer a galinha porque percebeu que ela era agora necessária para dar vida ao ovo que ela chocava. Depois eles decidem comê-la porque ela não está mais chocando ovo nenhum.
3) Análise
Agora chegamos ao corpo do trabalho. Você vai analisar o conto. Não sabe nem por onde começar? Então vamos por partes:
Agora chegamos ao corpo do trabalho. Você vai analisar o conto. Não sabe nem por onde começar? Então vamos por partes:
Em primeiro lugar, investigue elementos do conto que sirvam para responder à sua questão norteadora. A análise constrói argumentos que sustentem a interpretação. Ela conduz o leitor por meio de seu raciocínio. É como se, lendo a sua questão, o leitor dissesse "também não entendi" ou "não acho esta questão pertinente". Sua análise é o caminho para convencê-lo.
Mas não podemos nos esquecer também de que, em arte, forma é conteúdo. Por isso, é preciso ressaltar a contribuição que alguns aspectos formais possam vir a ter na economia do conto. O que são "aspectos formais"? São elementos que se referem menos diretamente ao que está sendo dito e mais ao como está sendo dito. O tipo de narrador, a caracterização de algum personagem, o tempo, o espaço e o tipo de discurso são alguns dos elementos formais que podem ser fundamentais ao desvendar o mistério. Se você observar bem o conto escolhido, não é difícil perceber o que, em sua forma, lhe chama mais atenção. Por exemplo, que a narrativa oscila entre a humanização e a animalização da galinha. Às vezes ela é uma galinha de domingo, às vezes tem seus anseios; ora ela é estúpida, ora tímida e livre; é mais uma galinha entre todas as galinhas, mas também é uma jovem parturiente; é um nada, mas é também um ser.
Releia com a turma os seguintes trechos para que fique clara tal ambivalência:
Era uma galinha de domingo. Ainda viva porque não passava de nove horas da manhã.
Parecia calma. Desde sábado encolhera-se num canto da cozinha. Não olhava para ninguém, ninguém olhava para ela. Mesmo quando a escolheram, apalpando sua intimidade com indiferença, não souberam dizer se era gorda ou magra. Nunca se adivinharia nela um anseio.
Sozinha no mundo, sem pai nem mãe, ela corria, arfava, muda, concentrada. Às vezes, na fuga, pairava ofegante num beiral de telhado e enquanto o rapaz galgava outros com dificuldade tinha tempo de se refazer por um momento. E então parecia tão livre.
Estúpida, tímida e livre. Não vitoriosa como seria um galo em fuga. Que é que havia nas suas vísceras que fazia dela um ser? A galinha é um ser. É verdade que não se poderia contar com ela para nada. Nem ela própria contava consigo, como o galo crê na sua crista. Sua única vantagem é que havia tantas galinhas que morrendo uma surgiria no mesmo instante outra tão igual como se fora a mesma.
Todos correram de novo à cozinha e rodearam mudos a jovem parturiente. Esquentando seu filho, esta não era nem suave nem arisca, nem alegre, nem triste, não era nada, era uma galinha.
Parecia calma. Desde sábado encolhera-se num canto da cozinha. Não olhava para ninguém, ninguém olhava para ela. Mesmo quando a escolheram, apalpando sua intimidade com indiferença, não souberam dizer se era gorda ou magra. Nunca se adivinharia nela um anseio.
Sozinha no mundo, sem pai nem mãe, ela corria, arfava, muda, concentrada. Às vezes, na fuga, pairava ofegante num beiral de telhado e enquanto o rapaz galgava outros com dificuldade tinha tempo de se refazer por um momento. E então parecia tão livre.
Estúpida, tímida e livre. Não vitoriosa como seria um galo em fuga. Que é que havia nas suas vísceras que fazia dela um ser? A galinha é um ser. É verdade que não se poderia contar com ela para nada. Nem ela própria contava consigo, como o galo crê na sua crista. Sua única vantagem é que havia tantas galinhas que morrendo uma surgiria no mesmo instante outra tão igual como se fora a mesma.
Todos correram de novo à cozinha e rodearam mudos a jovem parturiente. Esquentando seu filho, esta não era nem suave nem arisca, nem alegre, nem triste, não era nada, era uma galinha.
Existem inúmeros elementos passíveis de análise em um bom conto. Se conseguirmos ter uma boa questão (que se refere mais ao conteúdo do conto) e ainda um olhar atento no que se refere à forma, então já é possível traçar um caminho seguro pelo qual nossa análise pode seguir.
Exemplo resumido de análise
O conto começa apresentando a galinha já como almoço: "Era uma galinha de domingo." Como animal irracional que era, a galinha passava despercebida pelos habitantes da casa desde sábado. Mas, no domingo, surpreendentemente ela foge para o telhado, fazendo com que o narrador da história reconheça nela um anseio pela vida. O dono da casa começa então a persegui-la como quem persegue o próprio almoço. Com alguma dificuldade, o rapaz a alcança e a despeja no chão da cozinha."Foi então que aconteceu. De pura afobação a galinha pôs um ovo. Surpreendida, exausta. Talvez fosse prematuro. Mas logo depois, nascida que fora para a maternidade, parecia uma velha mãe habituada. Sentou-se sobre o ovo e assim ficou respirando, abotoando e desabotoando os olhos."
Diante de tal fato, a menina pede à mãe:
" - Mamãe, mamãe, não mate mais a galinha, ela pôs um ovo! Ela quer o nosso bem!"
Note o uso de citações de trechos do conto. Isso não só é possível como geralmente traz um bom resultado. Quanto mais a análise der voz ao texto, melhor.Em uma análise assim, tão próxima da paráfrase, pouco ainda se pode interpretar. É preciso reunir forma e conteúdo, que na verdade foram separados artificialmente, para podermos responder às questões norteadoras e chegar a uma interpretação.
4) Interpretação
A interpretação corresponde à questão "do que fala o texto". Ela é a exposição do sentido profundo do conto. E é ele que estamos buscando desde o início. Quando analisamos, queremos saber o que está dito pelos silêncios, nas entrelinhas; o que se origina da relação íntima entre forma e conteúdo. Se na análise desmontamos o texto em partes, na interpretação temos de reorganizá-lo como um todo, um todo que reúne forma e conteúdo.
4) Interpretação
A interpretação corresponde à questão "do que fala o texto". Ela é a exposição do sentido profundo do conto. E é ele que estamos buscando desde o início. Quando analisamos, queremos saber o que está dito pelos silêncios, nas entrelinhas; o que se origina da relação íntima entre forma e conteúdo. Se na análise desmontamos o texto em partes, na interpretação temos de reorganizá-lo como um todo, um todo que reúne forma e conteúdo.
A galinha, até então vista pelos personagens apenas como um almoço, passa a ser personificada, a ter sentimentos humanos a ela atribuídos. Todos os da casa desistem de comê-la e a galinha passa a morar junto com a família.
"Até que um dia mataram-na, comeram-na e passaram-se anos."
"Até que um dia mataram-na, comeram-na e passaram-se anos."
Se observarmos bem o conto, podemos notar que, desde o início, há uma diferença entre o olhar do narrador e o olhar da família sobre a galinha. Enquanto a última vê o animal apenas como almoço, o narrador sonda a intimidade da galinha tentando descobrir se há algo nela que lhe confira o estatuto de ser. Enquanto o narrador percebe nela "um anseio", o pai vê "o almoço" subir no telhado. Para a família, a galinha é menos que um bicho, ela é coisa: almoço. Já o narrador procura saber se ela pode ser mais do que bicho ou coisa, se ela deseja a vida ou a liberdade.
Quando a galinha bota um ovo, o olhar do narrador e o da família confluem: todos personificam o animal, vendo nela "uma velha mãe habituada". É a maternidade que confere à galinha o estatuto de ser. No entanto, que ser é esse? Fora da função reprodutiva, ela volta a ser vazia de sentido, estúpida; volta a se confundir com os objetos da casa. Enquanto isso, o narrador projeta nela os dilemas da condição feminina.
"Mas quando todos estavam quietos na casa e pareciam tê-la esquecido, enchia-se de uma pequena coragem, resquícios da grande fuga e circulava pelo ladrilho, o corpo avançando atrás da cabeça, pausado como num campo, embora a pequena cabeça a traísse: mexendo-se rápida e vibrátil, com o velho susto de sua espécie já mecanizado.
"Mas quando todos estavam quietos na casa e pareciam tê-la esquecido, enchia-se de uma pequena coragem, resquícios da grande fuga e circulava pelo ladrilho, o corpo avançando atrás da cabeça, pausado como num campo, embora a pequena cabeça a traísse: mexendo-se rápida e vibrátil, com o velho susto de sua espécie já mecanizado.
Uma vez ou outra, sempre mais raramente, lembrava de novo a galinha que se recortara contra o ar à beira do telhado, prestes a anunciar. Nesses momentos enchia os pulmões com o ar impuro da cozinha e, se fosse dado às fêmeas cantar, ela não cantaria mas ficaria muito mais contente. Embora nem nesses instantes a expressão de sua vazia cabeça se alterasse. Na fuga, no descanso, quando deu à luz ou bicando milho era uma cabeça de galinha, a mesma que fora desenhada no começo dos séculos."
Na projeção do narrador (narradora?), a galinha/mãe/mulher gostaria muito de não ter o sentido de sua vida reduzido à maternidade. Não quer (ou não ousa) cantar como o galo (ou cantar de galo), mas ficaria feliz em saber que pode.
Na projeção do narrador (narradora?), a galinha/mãe/mulher gostaria muito de não ter o sentido de sua vida reduzido à maternidade. Não quer (ou não ousa) cantar como o galo (ou cantar de galo), mas ficaria feliz em saber que pode.
Finalmente, os membros da família, alheios à personificação da galinha promovida pelo narrador, e longe de qualquer reflexão igualitária sobre a condição feminina, "mataram-na, comeram-na e passaram-se anos."
5ª aula: releituras
Há no site YouTube inúmeras releituras deste conto. Se possível, assista com a turma a animação de Rafael Aflalo:
http://www.youtube.com/watch?v=OFguEGJ5bww
Avaliação
Depois de lidos os outros contos do livro, peça, como lição de casa, que cada aluno escolha o conto de sua preferência e formule, para ele, uma questão norteadora e uma hipótese interpretativa
5ª aula: releituras
Há no site YouTube inúmeras releituras deste conto. Se possível, assista com a turma a animação de Rafael Aflalo:
http://www.youtube.com/watch?v=OFguEGJ5bww
Avaliação
Depois de lidos os outros contos do livro, peça, como lição de casa, que cada aluno escolha o conto de sua preferência e formule, para ele, uma questão norteadora e uma hipótese interpretativa
terça-feira, 4 de junho de 2013
A influência de Clarice Lispector ,para tecer a leitura de um modo que desperte nas séries iniciais do Ensino Fundamental até o alfabetizar o sentido de ler no "Universo Adulto".
Clarice um despertar para uma criança ler e escrever o mundo.
O modo como Clarice Lispector tece suas palavras , é um referencial positivo para tornar-se um amante da leitura, o modo subjetivo , de modo sonhador pode ser o perfil de qualquer criança em fase de contato com um mundo letrado, a pureza de uma infância é o que torna uma pessoa sonhadora, e os sonhos estão muito próximos do criar, imaginar, ou seja, um indício de que uma criança ampliará suas competências leitora e escritora faz-se mediante ao imaginário particular de cada um que não tardará em ser colocado nas pautas por meio de uma grafia escrita , a qual até mesmo poderá escrever pensam
Literatura infantil [editar]
- O Mistério do Coelho Pensante (1967)
- A Mulher que Matou os Peixes (1968)
- A Vida Íntima de Laura (1974)
- Quase de Verdade (1978)
Esta obra de Clarice traz doze lendas brasileiras, uma para cada mês do ano, recontadas em textos curtos e fantásticos, aos moldes da literatura infantil. A autora busca se dirigir ao leitor de igual para igual, retratando nas lendas os cenários e tradições característicos da cultura e das regiões brasileiras.
“Como nasceram as estrelas” é uma das histórias, e também o título da obra. Conta a histórias de índiozinhos travessos que em sua aldeia dão origem às gordas estrelas brilhantes.
Quanto aos curumins, subiram ao céu e ficaram lá, até hoje, virando gordas estrelas brilhantes.
A lenda termina da seguinte forma:
“Mas, quanto a mim, tenho a lhes dizer que as estrelas são mais do que curumins. Estrelas são os olhos de Deus vigiando para que corra tudo bem. Para sempre.
E, como se sabe, “sempre” não acaba nunca.”
Fontes:
http://www.livrariacultura. com.br/scripts/resenha/ resenha.asp?nitem=322072&sid= 89272711512528836026699318&k5= B74B5E2&uid=http://claricelispector. blogspot.com.br/2009/02/ janeiro-como-nasceram-as- estrelas.htm
http://www.livrariacultura.
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.
Clarice LispectorSe você tem mais sugestões de frases e trechos de Clarice Lispector, pode acrescentar a fim de enriquecer o nosso blog.
Clarice, uma mulher misteriosa ou sensível?
Clarice Lispector , por meio de suas letras tecia um mundo introspectivo , seu modo particular de escrever
denotava uma mulher arbitrária , ambígua, ora confusa, ora esclarecida.
Muitos leitores , como eu , chegaram a identificar-se com a mesma ao ler suas linhas, tenho uma visão de que a dualidade está na vida, há situações que não entendemos e queremos buscar o entendimento das mesmas,já outras não entendemos e nem queremos entender.
Guimarães Rosa , chegou a dizer que Clarice Lispector escrevia a vida ,com toda razão e propriedade , posto que o viver é um mistério que faz com sejamos sensíveis a toda ação da vida.
"O escrever a vida antecede a grafia ou a leitura, pois antes de termos nossas competências leitoras , ou escritoras , colocamos em prática a leitura sensitiva do mundo, o despertar para um grande leitor se dá por meio da sensibilidade que o mesmo tem frente a referências de mundo."
claricelispectoremfoco.blogspot.com.br
Assinar:
Comentários (Atom)


