sexta-feira, 7 de junho de 2013

"Minha experiência leitora começou no voar das borboletas"

                               "  O incrível voar das borboletas sobre a leitura da vida".
                     
                           Ana Carina dos Santos de Moraes

Acredito que o mundo da leitura pode ser acessível por dois caminhos, um já é um leitor nato, outro desperta-se para o mesmo quando se há referências positivas do que a leitura acrescenta em nossas vidas.
Nesse mundo da tecnologia há uma leitura fragmentada , nossos jovens estão dispostos a ler apenas o que lhes interessa , posto que a diversidade via web infelizmente oferece outros atrativos.
Como uma pessoa sensível sempre me interessei pelo mundo da imaginação, assim meus primeiros livros eram comprados por meu pai em banca de jornais, não eram muitos , não havia condições para tal gosto na infância, desse modo tecia o meu ler e escrever via ao imaginário dos textos expostos nos livros didáticos do primeiros anos do Ensino Fundamental.
Tenho até hoje como referência de sensibilidade e exemplo Cecília Meireles, sempre imaginei as borboletas a voar pelos jardins , a descobrir e explorar novos lugares, por meio do poema intitulado "Leilão de Jardim", que segue abaixo:
Quem me compra um jardim com flores?
Borboletas de muitas cores,
lavadeiras e passarinhos,
ovos verdes e azuis nojardims ninhos?
Quem me compra este caracol?
Quem me compra um raio de sol?
Um lagarto entre o muro e a hera,
uma estátua da Primavera?
Quem me compra este formigueiro?
E este sapo, que é jardineiro?
E a cigarra e a sua canção?
E o grilinho dentro do chão?
(Este é o meu leilão.)
Cecília Meireles
Sempre imaginei ser como uma borboleta, pois a mesma é livre para ir a qualquer jardim, desse modo é capaz de conhecer o mais íntimo das flores e mais ainda tece o seu voar meio a voos , os quais fazem num bater de asas o ventar da vida que alcança qualquer lugar.
Acredito que é por isso que admiro Clarice Lispector, e defendo que a mesma é uma referência para delinear a vida, mesmo porque viver é subjetivo , ora sentimos, ora entregamos os pontos.
Quer melhor modo de ler e escrever se criarmos conflitos que geram palavras?


Ana Carina
Professora na E.E.Professora Olga Chakur Farah.
Salesópolis-SP

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